quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Colecta
Ouvi um excerto de uma entrevista na Rádio Renascença. Alguém, daqueles que fala de tudo a rir por entre anúncios com ecos metálicos que nos ferem os tímpanos e a alma, inquiria outro sobre uma parte de um livro que este supostamente tinha escrito e cujo assunto eram as excentricidades de atores e atrizes de Hollywood. Pergunta o ridente e risível locutor “Diz que há uma atriz que tem medo de borboletas”- e ri-se muito – “Quem é?”. Responde o outro “Não me lembro, eheheheh, chumbei no exame, eheheheh, mas sei que é uma atriz contemporânea”. O Locutor interrompe a rir e passa uma música de uma batida que consegue ser mais irritante que as duas personagens. Depois diz o “escritor colector”, “a atriz que mais me fascina é a Mae West, bla bla bla…”. Este gajo chama-se Edgar Pêra! Um realizador português com relativo sucesso, não só a nível nacional, decide escrever, ou melhor, plasmar, cusquices sobre estrelas de Hollywood. Uma espécie de rebuscar os caixotes do lixo à procura de almoço mas em bem, recolhendo canapés em vez de pão bolorento. Ou talvez a procura da redenção por “pecados” passados, ao abrigo da sempre condescendente entidade que manda na Rádio. Deve estar mesmo a atravessar uma fase má, o Edgar, sem dinheiro e sem vergonha. A outra personagem desta história, o do riso permanente, não sei como se chama, um Valdemar ou Constantino qualquer.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário