Desculpa-me este cansaço repetido
Mas não o confundas com falta de ternura
É apenas a rotina que ainda perdura
Dos dias antes de ti em que julguei ter vivido.
Perdoa-me por vezes esconder-te o sorriso
Mas se olhares para lá do indeciso
Verás nos meus olhos o calor que me impele
E nos meus lábios o ardor da tua pele.
Tolera-me esta aparente solidão
E quando sem querer não te transmito gratidão
Mas não desdenhes a minha calma
E o amor que por ti sinto de corpo e alma.
E se puderes ignora os silêncios ardentes
Dos finais do dia; são pequenas agruras
No meio de uma paixão doce e urgente
Que todo me envolve e segura.
Essa fatal importância desmedida
Pois se estes dias se tornaram mais quentes
A ti o devo e à beleza da vida em ti vivida.
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